quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

Compartilhamento de jogos digitais: o que é permitido?

Se há um assunto que sempre é cercado por polêmicas e dúvidas, com certeza, é o compartilhamento de contas. Se buscarmos sobre o assunto na internet, várias matérias e tópicos em fóruns serão encontrados juntamente com muitas discussões calorosas.
O grande problema é que, na maioria das vezes, as explicações são vazias, e não há embasamento em fontes confiáveis e oficiais.
Para esclarecer essas dúvidas, abordaremos o que pode ou não quando o assunto é compartilhamento de jogos e trataremos o assunto em detalhes, inclusive a parte legal. Vale ressaltar que nessa matéria não está em discussão os preços e viabilidade dos jogos, e sim a prática de compartilhamento de jogos.

O que é permitido quando o assunto é compartilhamento de jogos?

Suponhamos que em uma residência, duas ou mais pessoas compartilham de um mesmo console. Se não houvesse os benefícios da conta como principal, cada um deles teria que comprar um título e assinar a PS Plus ou todas as pessoas usarem a mesma conta.
Pensando nisso, a Sony criou a opção de definir contas como principal. Fazendo dessa forma, com que os jogos disponíveis nessa conta e alguns dos benefícios da assinatura PS Plus pudessem ser usufruídos pelos demais usuários. Dessa maneira também, não é necessário logar no usuário que comprou o título para conseguir jogá-lo.
Esse é o compartilhamento permitido pela Sony: para usuários que compartilham um mesmo console, na mesma residência/local.

E se for jogar na casa de um amigo? É necessário levar o console?

Ao comprar um jogo na PSN, o título ficará vinculado e disponível na conta para ser baixado e jogado em qualquer sistema PS4. Há uma explicação para esta liberdade.
Um jogo em mídia física pode ser facilmente transportado à casa de amigos para que aproveitem juntos a experiência do jogo. Ao comprar um título pela PlayStation Store, se não houvesse a possibilidade de baixar novamente em outro console, não seria possível “levar” o jogo a outros lugares. Então, é possível baixar os jogos em um outro console e utilizá-los na conta em que foram baixados.
Mas há ressalvas: somente o proprietário pode iniciar os jogos que baixar, caso esteja em outros consoles. Por isso, há a possibilidade de utilizar até 2 sistemas ao mesmo tempo: o sistema ativado como o seu sistema PS4 “principal” e um outro sistema. Assim, caso o usuário esteja fora, não terá problemas ao usar sua conta e seus jogos em outro console.
As informações citadas acima podem ser checadas no site oficial do PlayStation, na seção de perguntas frequentes.

Compartilhando jogos com amigos

É comum “dividir” os jogos com amigos, ou seja, duas pessoas baixam os títulos e utilizam frequentemente em dois consoles diferentes. Pode parecer inocente e até inteligente, mas essa prática viola os termos aceitos.
Como explicamos acima, o fato de ser “liberado” para usar uma conta em dois consoles e baixar o jogo em ambos não é com o intuito de dividir o jogo, e sim como se estivesse levando o jogo para aproveitar enquanto está fora de casa.
Isso pode ser verificado no “Termos de serviço” da SEN, que todos clicam em “aceito” no momento de criar a conta. Segue um trecho:
Exceto se declarado neste Contrato, todo o conteúdo e software fornecido pelos Serviços da PSN é licenciado não exclusivamente e revogavelmente para você, seus filhos e crianças sob a sua tutela legal (coletivamente, para os fins desta seção, “Você” ou “Seus(Suas)”), unicamente para uso limitado pessoal, privado, não transferível e não comercial em um número limitado de Dispositivos Autorizados para o país no qual a sua conta está registrada.
Isto é: os produtos adquiridos por determinado usuário não podem ser transferidos ou mesmo comercializados.
Portanto, compartilhamento de jogos entre duas ou mais pessoas em consoles diferentes e a comercialização de jogos em mídias digitais fora da PSN, estão fora dos termos do contrato de usuário. Para evitar transtornos, como banimento ou suspensão da conta, é recomendado evitar tal prática.
Mais uma vez, vale destacar que o artigo em questão não tem o intuito de condenar ou mesmo polemizar a questão. O objetivo é simples: esclarecer. Caberá a você, caro amigo leitor, ser norteado de acordo com seus princípios.

fonte: meu ps4


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